Marco António Jesus Soares, teve o 1º pombo com a melhor média na prova nacional de Valência Del Cid, no distrito de Setúbal, com o pombo nº 5405663/15.

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Como e quando é que decidiu entrar para o “mundo” da columbofilia?

MS – Eu tenho pombos há muitos anos mas só comecei a concorrer há 14 anos.

O meu pai e meu tio já eram columbófilos e eu gostava muito de ver a chegada dos pombos nas provas. Foi então que decidi começar a concorrer porque já tinha pombos que eram só meus.

Olhando para a solta do dia 2 de junho, o que pensa desta prova nacional de fundo de âmbito nacional organizada pela FPC? Que balanço faz?

MS – Acho bem que a FPC organize as provas nacionais. No entanto, penso que existe uma grande discrepância de km entre alguns distritos. Para mim são 776km e para outros são apenas 500 e tais km. Deveria existir uma maior equidade, todos os pombos deveriam realizar no mínimo 700 km e aí sim, era justo. O balanço foi bom porque ganhei 1°e 2°distrital.

Qual é a sensação de ter ganho o 1º distrital numa prova com esta dimensão?  

MS – Nunca esperei ganhar o 1° distrital.

Que tipo de preparação fez aos seus pombos para esta prova?

MS – Eu tratei os meus pombos sempre da mesma forma, independentemente de ser uma prova de fundo de âmbito nacional com partida em Valência.

Acha que a Federação Portuguesa de Columbofilia deve continuar a organizar as provas de fundo de âmbito nacional (soltas únicas e conjuntas) com partida em Valência?

MS – Sim, mas as soltas conjuntas apenas deveriam ser realizadas com distritos que tenham uma distância mínima de 700 km. Os outros distritos podiam ser agrupados num local mais distante para que possa existir igualdade nos km e horas de voo.

 

Arsénio Dias Fernandes, teve o 1º pombo com a melhor média na prova nacional de Valência Del Cid, no distrito de Braga, com o pombo nº 6111152/16.

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Como e quando é que decidiu entrar para o “mundo” da columbofilia?

AF – Iniciei a minha paixão por este hobby em 1994. Desde muito novo, tive alguns pombos mas sem nunca ter participado em concursos. Algures em 1993, graças à influência positiva do meu grande amigo Abel Lopes que convenceu o meu filho a entrar no universo da columbofilia e rapidamente se prontificou a oferecer alguns pombos e a ajudar a construir o pombal. A partir daí, entrei para a família columbófila, iniciando na Sociedade Columbófila de Amares.

Olhando para a solta do dia 2 de junho, o que pensa desta prova nacional de fundo de âmbito nacional organizada pela FPC?

AF – Desde sempre que sou um adepto das provas de fundo, daí que saúdo a existência das mesmas. Apenas tenho pena que a primeira prova nacional de fundo deste ano tenha sido anulada pela Federação, alegando que, devido à perda de pombos, não existiam condições para se ter realizado. Independentemente desses fatores, se a prova estava marcada desde o início, não acho correto que se mudem as regras a meio do jogo, visto que todos os columbófilos iniciaram a campanha com a mesma quantidade de pombos.

Qual é a sensação de ter ganho o 1° distrital numa prova com esta dimensão?

AF – Fiquei extremamente contente por ter conquistado o 1º lugar distrital numa prova tão importante. Agradeço ao meu amigo Pinheiro, que me ofereceu este belo exemplar e que me deu a oportunidade de falar com toda a família columbófila.

Que tipo de preparação fez aos seus pombos para esta prova?

AF – Esta prova teve a mesma atenção e dedicação que todas as outras provas. Não existem grandes segredos. O importante é manter os pombos em forma e em excelente saúde. Com esta combinação, os resultados aparecem naturalmente. Não posso deixar o meu agradecimento ao meu amigo Manuel Cruz, com quem troco muitas impressões e que muito me tem ajudado e a todos os meus amigos columbófilos.

Acha que a Federação Portuguesa de Columbofilia deve continuar a organizar as provas de fundo de âmbito nacional (soltas únicas e conjuntas) com partida em Valência)?

AF – Sim, concordo completamente com este tipo de iniciativas.

Queria aproveitar a oportunidade para lançar um apelo à Associação Columbófila de Braga para deixarem de lado os interesses pessoais e olharem para o coletivo. Fico triste por ver dirigentes da associação referirem que iam fazer um calendário de provas em benefício dos mesmos. Sr. Presidente,  se assim é, muito mal estamos no nosso desporto.

Desejo um bom final de campanha a todos os columbófilos, dando desde já os parabéns aos que ganham mas também aos vencidos, pois sem eles não havia campeões.

Durante a próxima semana continuaremos a dar a conhecer os columbófilos que classificaram o 1º pombo distrital com a melhor média na prova nacional de Valência que decorreu no passado dia 02 de junho de 2018.

Rui Gonçalves Almeida, teve o 1º pombo com a melhor média na prova nacional de Valência Del Cid, no distrito de Santarém, com o pombo nº 5450029/15.

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Rui Gonçalves Almeida, teve o 1º pombo com a melhor média na prova nacional de Valência Del Cid, no distrito de Santarém, com o pombo nº 5450029/15.

Como e quando é que decidiu entrar para o “mundo” da columbofilia?  

RA – Sou o Rui Gonçalves Almeida, tenho 25 anos, sou natural da Golegã e columbófilo desde 2006, altura em que assumi, sozinho, a condução da colónia de voadores de forma definitiva.

Nasci no meio dos pombos e naturalmente apanhei este vício, posso dizer que vivo para os pombos. Com o passar dos anos assumi com natural desejo a liderança da colónia, herança do meu pai Vítor Almeida, aos 12 anos, altura em que nos apareceu uma reprodutora fora de série datada de 1998, a famosa “Espanhola”. Ainda hoje, 80% da colónia assenta nesta pomba. Posso dizer que foi graças a ela que me dediquei aos pombos até aos dias de hoje, de forma a valorizar esta colónia de forma digna e consistente e, pelos resultados obtidos, parece que estou a conseguir. Apesar do tempo disponível não ser o suficiente, com pombos fora de série tudo se torna fácil.

Olhando para a solta do dia 2 de junho, o que pensa desta prova nacional de fundo de âmbito nacional organizada pela FPC? Que balanço faz?

RA – A nível organizativo o balanço que faço é positivo. A nível informático está a ser realizado um trabalho espectacular, nomeadamente a nível de classificações, logística e divulgação. Os meus sinceros parabéns!

A nível desportivo, esta prova nacional nos moldes que é organizada torna-se complicada de realizar por causa de arrastamentos e diferenças de km.

 Qual é a sensação de ter ganho o 1º distrital numa prova com esta dimensão?

RA – No momento da chegada do pombo ao pombal as sensações são espectaculares, depois comunicar o pombo e ver que estamos na frente da prova a nível distrital, tendo chegado primeiro do que os pombais mais próximos 20/30 km no distrito, ficamos com a sensação que vamos ganhar!

Só me apercebi da dimensão de ganhar uma prova com estas características quando o telemóvel não parou de tocar e nos dias seguintes a visibilidade nas redes sociais aumentou de forma considerável.

 Que tipo de preparação fez aos seus pombos para esta prova?

RA – Não existiu nenhum tipo de preparação especial para esta prova nacional, foi tudo igual ao que faço todas as semanas, levantar cedo, por volta das  6h00, voar os pombos uma vez ao dia, 35 minutos no inicio da semana e ir subindo o tempo de voo ao longo da semana. Alimentar de forma moderada e consistente e 10 minutos depois de comerem, a colónia é abeberada. Este é o ritual semanal da manhã aqui em casa. Depois, à tarde não treino os pombos e não existe hora certa para alimentar a colónia pois trabalho a alguma distância de casa.

Acha que a Federação Portuguesa de Columbofilia deve continuar a organizar as provas de fundo de âmbito nacional (soltas únicas e conjuntas) com partida em Valência?

RA – Bem é um tema muito controverso e tenho uma opinião bem formada sobre este assunto que muito dá que falar. Tenho a minha opinião pessoal e abstraindo-me dos cargos directivos que ocupo na colectividade e na associação, penso que as soltas únicas para todo o país são um espectáculo para o estrangeiro ver, para tirar umas fotografias. Mas, para nós columbófilos, estas provas nacionais assim realizadas tornam-se um assombro para as colónias. Os famosos arrastamentos, as perdas de pombos, chamadas de “cracks”, prejudicam a colónia e a performance deles, pois cerca de 85 % dos pombos soltos são arrastados e quando dão pelo desvio já estão a centenas de quilómetros de casa. Um pombo em linha “reta” voa 700 km, mas realizar mais 150/200 km para regressar a casa não se torna fácil no nosso panorama geográfico.

Penso que a solução para este problema seria realizar apenas uma única solta conjunta, no início de Maio, e deixar as associações prosseguirem os seus calendários, optando por outras linhas de voo.

Temos que pensar seriamente se for para continuar a dar visibilidade aos columbófilos. Realizar provas apelidadas de semi-nacionais ou semi-regionais, soltar por zonas Norte, Centro, Sul em locais diferentes com quilometragens semelhantes para todo o pais é uma solução para estudar no futuro! Não sou contra estas provas, mas acho que se deve melhorar para o bem de todos, quer para o columbófilo quer para o pombo. Deixo aqui apenas a minha modesta opinião.

A equipa “Os Benitos”, teve o 1º pombo com a melhor média na prova nacional de Valência Del Cid, no distrito de Beja, com o pombo nº 5318851/15.

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A equipa “Os Benitos”, teve o 1º pombo com a melhor média na prova nacional de Valência Del Cid, no distrito de Beja, com o pombo nº 5318851/15.

Como e quando é que decidiu entrar para o “mundo” da columbofilia?  

JR – Sou columbófilo desde 2006, porém sempre tive pombos embora não participasse em campeonatos.

Entrei para a columbófila através de um amigo, que toda a vida foi columbófilo. Um dia fomos às Olimpíadas de Basileia e a partir daí nasceu o entusiasmo pela competição.

Olhando para a solta do dia 2 de junho, o que pensa desta prova nacional de fundo de âmbito nacional organizada pela FPC? Que balanço faz?

JR – Considero a prova muito importante, devido à escala nacional , dando a oportunidade a todos os columbófilos de participarem.O balanço é positivo e toda a equipa organizadora está de parabéns.

 Qual é a sensação de ter ganho o 1º distrital numa prova com esta dimensão?

JR – Por detrás de todos os triunfos, está sempre muito trabalho, amor e suor investido, é gratificante ver esse investimento dar frutos. A sensação é única, não é comparável!

Que tipo de preparação fez aos seus pombos para esta prova?

JR – No ano passado fui classificado em 1º da zona Norte e este ano voltei apenas a repetir rituais que já tinha apresentado resultados muito positivos.  O campeonato foi feito com olhos sempre fixados na prova de Valência, com muito descanso, boa nutrição e treinos matinais diários.

Acha que a Federação Portuguesa de Columbofilia deve continuar a organizar as provas de fundo de âmbito nacional (soltas únicas e conjuntas) com partida em Valência?

JR – Considero de imensa importância para os Columbófilos, a federação continuar a proporcionar este tipo de provas.

Telmo Luís Dias Santos Pedro, teve o 1º pombo com a melhor média na prova nacional de Valência Del Cid, no distrito de Lisboa, com o pombo nº 4279657/14.

Foto escolhida Telmo Pedro

Telmo Luís Dias Santos Pedro, teve o 1º pombo com a melhor média na prova nacional de Valência Del Cid, no distrito de Lisboa, com o pombo nº 4279657/14.

Como e quando é que decidiu entrar para o “mundo” da columbofilia?

TP – Sou columbófilo desde 1977.O meu pai já era columbófilo e quando  eu era pequenino,  inscreveu-me logo como sócio do centro columbófilo de Loures. Desde aí,  fui ganhando o gosto pela columbofilia.

Olhando para a solta do dia 2 de junho, o que pensa desta prova nacional de fundo de âmbito nacional organizada pela FPC? Que balanço faz?

TP – A prova a nível nacional não tem o valor real, pois existem quilometragens com grandes diferenças de distrito para distrito.

Qual é a sensação de ter ganho o 1º distrital numa prova com esta dimensão?

TP –  Muito boa porque um primeiro distrital a nível de uma prova nacional é sempre um prémio de relevo para o columbófilo,  devido ao esforço e dedicação que tem tido ao longo da época desportiva.

Que tipo de preparação fez aos seus pombos para esta prova?

TP – Uma preparação normal a nível de alimentação,  reforçada para uma prova de 770 km.

Acha que a Federação Portuguesa de Columbofilia deve continuar a organizar as provas de fundo de âmbito nacional (soltas únicas e conjuntas) com partida em Valência?

TP –  Não, porque existe uma discrepância enorme de quilometragem entre distritos, na ordem dos 250 km. Não existe conformidade com o esforço realizado pelo pombo porque nesses 250 km fazem um esforço enorme na reta final.

Nelson António Queirós Neiva, teve o 1º pombo com a melhor média na prova nacional de Valência Del Cid, no distrito de Viana do Castelo, com o pombo nº 6454525/16.

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Nelson António Queirós Neiva, teve o 1º pombo com a melhor média na prova nacional de Valência Del Cid, no distrito de Viana do Castelo, com o pombo nº 6454525/16.

Como e quando é que decidiu entrar para o “mundo” da columbofilia?

NN – Sou columbófilo há 27 anos e o meu interesse por este desporto foi despertado pelo meu primo que me convidava a ver a chegada dos pombos. A partir daí, o bichinho entrou e decidi entrar neste desporto para me sentir ocupado nos tempos livres.

Olhando para a solta do dia 2 de junho, o que pensa desta prova nacional de fundo de âmbito nacional organizada pela FPC? Que balanço faz?

NN – O balanço foi bastante positivo, o tempo ajudou e dos 6 pombos que enviei chegaram 4.

Qual é a sensação de ter ganho o 1º pombo distrital numa prova com esta dimensão?

NN – Foi extraordinário, uma vez que no meu clube e no distrito existem columbófilos muito melhores do que eu. Como não tenho muito tempo para treinar os pombos, só posso dizer que fiquei muito feliz por a minha pombinha ter marcado à frente de todos os outros.

Que tipo de preparação fez aos seus pombos para esta prova?

NN – A melhor preparação é treinar bem os pombos, estarem de boa saúde e principalmente ter uma boa alimentação.

Os meus pombos na segunda e na terça-feira voam o máximo 45 minutos e na quarta-feira já podem voar uma hora.

Em relação à alimentação para este tipo de provas, de segunda a quarta-feira dou comida normal mas de forma controlada, apenas o suficiente para não terem fome. Na quarta-feira de tarde já começo por juntar um pouco de milho e comem até querer. Na quinta-feira de manhã, antes o encestamento, comem uma comida mais grossa.

No dia do encestamento junto sempre as fêmeas aos machos, cerca de 30 minutos, para ficarem mais motivados a regressarem ao pombal.

Acha que a Federação Portuguesa de Columbofilia deve continuar a organizar as provas de fundo de âmbito nacional (soltas únicas e conjuntas) com partida em Valência?

NN – Concordo que a FPC deve continuar a organizar as provas de fundo de âmbito nacional. Apenas fico um pouco triste porque penso que os critérios de avaliação deveriam ser outros, porque uns pombos voam 500 a 600 km enquanto que o meu teve de voar mais de 700 km.

A equipa Barroso & Ruben, teve o 1º pombo com a melhor média na prova nacional de Valência Del Cid, no distrito de Portalegre, com o pombo nº 5402477/15.

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A equipa Barroso & Ruben, teve o 1º pombo com a melhor média na prova nacional de Valência Del Cid, no distrito de Portalegre, com o pombo nº 5402477/15.

Como e quando é que decidiu entrar para o “mundo” da columbofilia?

B&R: Há 48 anos o meu avô decidiu entrar no “mundo” da columbofilia pois um seu vizinho tinha pombos e concorria. Então ele começou a gostar deste desporto e começou a concorrer também. Já eu, decidi começar por causa do meu avô que percebeu que eu gostava dos pombos e de tratar deles, e como ele já não concorria há alguns anos (15 anos por motivos profissionais) decidimos criar a sociedade e começar a concorrer na Sociedade Columbófila de Elvas.

Olhando para a solta do dia 2 de junho, o que pensa desta prova nacional de fundo de âmbito nacional organizada pela FPC? Que balanço faz?

B&R: Acho que é bom organizarem este tipo de provas pois faz com que os columbófilos e as associações mostrem o seu valor na columbofilia, fazendo por isso um balanço positivo.

Qual a sensação de ter ganho o 1º distrital numa prova com esta dimensão?

B&R: Fazer um 1º a nível distrital tem um sabor muito especial, sendo uma grande recompensa por este e por todos os anos de trabalho anteriores.

Que tipo de preparação fez aos seus pombos para esta prova?

B&R: A preparação foi a habitual, alimentação controlada diariamente e boa preparação física durante a semana para que no dia da prova os pombos estejam em perfeitas condições de a realizar.

Acha que a FPC deve continuar a organizar as provas de fundo de âmbito nacional (soltas únicas e conjuntas) com partida em Valência?

B&R: Acho que sim, pois ao ser a nível nacional, junta um número elevado de pombos e depois podemos tirar ilações sobre os nossos atletas.

Humberto José F. Carvalho, teve o 1º pombo com a melhor média na prova nacional de Valência Del Cid, no distrito de Coimbra, com o pombo nº 6232273/16.

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Como e quando é que decidiu entrar para o “mundo” da columbofilia?

HC: Sou columbófilo há 16 anos e o mundo da columbofilia já vem de  família. O meu avô era columbófilo tendo passado o vício para o meu tio e este para mim.

Olhando para a solta do dia 2 de junho, o que pensa desta prova nacional de fundo de âmbito nacional organizada pela FPC? Que balanço faz?

HC: A prova em si torna-se algo de espectacular por vermos milhares de pombos a nível nacional a serem soltos no mesmo sítio e todos a tomarem o seu rumo ao pombal. O mais fascinante é o site da FPC informar em tempo real a chegada dos primeiros pombos dos distritos. Aí sim, começamos a entrar em ansiedade até à chegada do nosso primeiro pombo.

Qual é a sensação de ter ganho o 1º distrital numa prova com esta dimensão?

A sensação é muito boa, de orgulho. Foi a primeira vez que ganhei um distrital e este concurso teve um valor especial por ter sido uma prova nacional com uma solta conjunta com todos os pombos do país num mesmo local.

Fiquei ainda mais contente pois a FPC ligou-me a dar os parabéns por ter sido a primeira pessoa a comunicar um pombo do meu distrito. Foi de louvar esta atitude.

Que tipo de preparação fez aos seus pombos para esta prova?

HC: A preparação para uma prova desta dimensão parte logo por ter os pombos num bom estado de saúde, treino e uma boa alimentação. O resto deve-se à qualidade dos pombos.

Acha que a Federação Portuguesa de Columbofilia deve continuar a organizar as provas de fundo de âmbito nacional (soltas únicas e conjuntas) com partida em Valência?

HC: Em termos da FPC continuar a realizar as provas de âmbito nacional, acho que não há igualdade por distritos, porque em geral o vento é sempre norte o que vem favorecer os pombos mais a sul e os do centro do país. Outro factor tem a ver com  as serras que os nossos pombos atravessam, e as dificuldades acrescidas quando há nuvens. No caso do nosso distrito, os pombos se seguissem em linha reta, teriam que atravessar a serra da estrela no seu ponto mais alto, o que é impossível.

Jorge Augusto Silva Lopes teve o 1º pombo com a melhor média na prova nacional de Valência Del Cid, no distrito de Aveiro, com o pombo nº 5060803/15.


Jorge Lopes

Jorge Augusto Silva Lopes teve o 1º pombo com a melhor média na prova nacional de Valência Del Cid, no distrito de Aveiro, com o pombo nº 5060803/15.

Como e quando é que decidiu entrar para o “mundo” da columbofilia?

JL – Uns amigos motivaram-me para praticar este desporto quando me ofereceram alguns borrachos e, em 2008, eu e a minha mãe, Alice da Conceição Silva, decidimos dar início a este nobre desporto.

Logo no primeiro ano fomos campeões de iniciados na Associação columbófila do Distrito de Aveiro e a partir daí comecei a ter uma enorme paixão pelos pombos. Claro que este sucesso deve-se principalmente à ajuda que tive por parte de alguns amigos columbófilos.

Olhando para a solta do dia 2 de junho, o que pensa desta prova nacional de fundo de âmbito nacional organizada pela FPC? Que balanço faz?

JL –  Para mim, é uma das provas que todos gostam e mais aguardam numa época desportiva, a prova nacional de fundo. Claro que, no meu caso, o balanço é positivo, ter o melhor pombo com a melhor média nesta prova é algo que todos os columbófilos gostariam de conseguir.

 Qual é a sensação de ter ganho o 1º distrital numa prova com esta dimensão?

 JL –  É difícil de descrever, pois entre tantos bons columbófilos do distrito de Aveiro, alcançar o primeiro lugar é uma enorme alegria. Mesmo com algumas dificuldades e muito trabalho, ver chegar uma pomba que realizou cerca de 700 km não há palavras para descrever tanta emoção e alegria.

 Que tipo de preparação fez aos seus pombos para esta prova?

JL –  A melhor preparação é treinar bem os pombos, estarem de boa saúde e principalmente ter uma boa alimentação. Tratar o pombo-correio com muito carinho e dedicação para que ele possa realizar uma boa prova e dar alegrias ao seu dono.

Acha que a Federação Portuguesa de Columbofilia deve continuar a organizar as provas de fundo de âmbito nacional (soltas únicas e conjuntas) com partida em Valência?

JL –  Sem dúvida alguma, pois só assim também se poderá competir a nível nacional com todos os columbófilos, testando a capacidade dos nossos pombos juntamente com os outros columbófilos. Para mim é uma das provas mais importantes a nível de fundo. É a prova rainha.

Aproveito para dedicar esta vitória a todos os columbófilos, nacionais ou distritais, e a todos os meus amigos que me têm ajudado a alcançar muitos dos êxitos nas provas de fundo.

Durante a próxima semana, continuaremos a dar a conhecer os columbófilos que classificaram o 1º pombo distrital, com a melhor média na prova nacional de Valência que decorreu no passado dia 02 de junho de 2018.