Manhã quente e de emoções fortes ontem em Mira

O Columbódromo Internacional Gaspar Vila Nova, em Portomar, Mira, foi o “cenário” para um dia de festa e de celebração da columbofilia.

O primeiro “atleta” chegou às 12:41:01.6, é português, e pertence ao columbófilo  Paulo Moreira Martins. Após a chegada do primeiro, várias dezenas de pombos -correio foram entrando nos pombais até ao final da tarde deste sábado. O dia foi longo e quente, mas, mesmo assim, largas dezenas de amantes da columbofilia e admiradores da modalidade fizeram questão de assistir às chegadas. O convívio e a boa disposição entre os que estiveram em Mira foram duas notas de destaque.

A FPC mostra-lhe alguns dos momentos da manhã e imagens do almoço.

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Mais algumas fotografias.

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Neste momento já se encontram  fechados todos os campeonatos (25% dos pombos chegados). As classificações, a lista de chegada e a lista de encestamento podem ser consultadas no link:Classificações Finais – Mira 2016.

Deixamos também um vídeo com a chegada do primeiro grupo de “atletas”

A festa da columbofilia prolongou-se pela tarde com um animado leilão de campeões. A FPC vai continuar a trazer-lhe novidades dos Campeonatos Internacionais, que ontem animaram a vila de Mira. Já sabe, fique atento ao nosso site e ao blog.

Elite Columbófila Internacional já segue a voar até Mira

Dogueno, localidade situada 12 kms do município de Almodôvar, no distrito de Beja, foi o “palco” para a solta desta manhã. Às 6:40 com céu limpo, vento nulo e temperatura de 19ºC. Os 869 “atletas” saíram do local com boa orientação, tendo agora a, aproximadamente, de percorrer 342 kms até ao Columbódromo.

A FPC mostra-lhe as imagens da solta.

Um mapa com a distância entre o local de solta e o local de chegada (342Km).

provamira2016

A chegada dos primeiros pombos-correio deverá acontecer a partir das 11h30. No Columbódromo Internacional Gaspar Vila Nova, em Portomar, Mira, está tudo preparado para receber estes “atletas de alta competição”. Venha fazer parte da festa e celebrar a chegada dos pombos.

Caso não possa estar presente, acompanhe a lista de chegada e classificações dos vários campeonatos em www.fpcolumbofilia.pt

Decorreu hoje o encestamento para os Campeonatos Internacionais

Foi um final de tarde agitado no Columbódromo Internacional Gaspar Vila Nova, em Portomar, Mira. O encestamento para a prova final dos Campeonatos Internacionais teve início, sensivelmente, às 18h00 e prolongou-se por algumas horas. 869 pombos – correio vão participar na prova de amanhã.

A FPC acompanhou os momentos que marcaram a última etapa na preparação dos “atletas”.

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Cada caixa de transporte teve 18 pombos-correio e a acompanhar o encestamento esteve o delegado inglês da Federação Columbófila Internacional( FCI), Leslie Blacklock.

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A lista com o número de pombos encestados por país e por prova, pode ser consultada através da ligação: Lista de Pombos Encestados

Um vídeo com as imagens que marcaram o final da tarde em Mira.

Por esta altura estes “atletas de alta competição” já seguem para Dogueno, localidade situada a 12 kms de Almodôvar, no distrito de Beja. A solta deve acontecer, dependendo das condições meteorológicas, às 06h30. As chegadas a Mira devem começar a acontecer a a partir das 11h30.

José Peseiro : “São eventos como este que permitem ter visibilidade e que mostram a ‘força’ da columbofilia portuguesa”

A paixão pelos pombos-correio atravessa gerações, cria laços de amizade, aumenta o nível da competição, entre vários aspetos que poderíamos enumerar. Outra das particularidades da columbofilia reside no facto de ser praticada por pessoas de todas as áreas profissionais. Na reta final dos preparativos para os Campeonatos Internacionais de Mira 2016, a FPC foi conversar com o atual técnico do Sporting Clube de Braga (SCB), José Peseiro, um amante da columbofilia e que esteve em Mira, a assistir “ao vivo” aos Campeonatos, no ano de 2011.

Nascido em Coruche, no distrito de Santarém ,a 4 de abril de 1960, José Vítor dos Santos Peseiro, cedo começou a ganhar o gosto pelos pombos. Ribatejano, como se costuma dizer “de gema”, foi no Grupo Columbófilo Vontade, uma coletividade de Coruche, filiada na Associação Columbófila do Distrito de Santarém ( ACD Santarém) que começou a competir, fazendo sociedade com o seu irmão, Carlos Peseiro, e com um amigo de infância, José Manuel Carvalho.

O que o levou a tornar-se columbófilo?

José Peseiro (JP) – Quando era miúdo tinha na minha vizinhança dois columbófilos. Um costumava ser o vencedor “normal” nas provas de Coruche, esse senhor tinha um sobrinho, que era meu amigo de infância e nós os dois íamos ao pombal dele. Começámos a gostar de ver os pombos-correio, o seu tratamento e toda esta paixão começou aí. O facto de gostar de animais também ajuda. A primeira vez que me disseram que os pombos eram transportados em caixas para longe e que, depois de serem soltos, vinham ter ao seu pombal, foi algo que para nós, muito jovens na altura, nos deixou estupefactos e, ao mesmo tempo, despertou uma curiosidade grande. Ficámos a admirar o pombo-correio, que é um animal, na minha opinião, com uma beleza única. Depois, com 17, 18 anos, em parceria com esse amigo [ José Manuel Carvalho] , fizemos um pombal, junto à casa dos meus avós. Fomos sócios de competição durante muitos anos, mas entretanto tive de parar, contudo, em princípio, vou regressar no próximo ano.

Quer revelar mais alguns pormenores sobre esse regresso?

JP- O objetivo é voltar a competir. Antes já fazíamos isso, porque eu participava nas provas em sociedade, e até tínhamos alguns resultados ao nível do distrito. A minha vida profissional e académica “levou-me” para longe de Coruche. Saí de lá com 20 anos e, desde essa altura, só regresso esporadicamente, sempre que posso, sobretudo para visitar a família. Como passava muito tempo fora, ficou o meu sócio a tratar de tudo, mas com o tempo deixámos de ter condições para manter, mesmo assim ainda fomos aguentando alguns anos, também com ajuda do meu irmão, Carlos Peseiro, mas chegou a um ponto em que tivemos de parar. Não me era possível estar no pombal, nem ver os pombos-correio e isso era o que mais gostava, portanto tivemos de terminar. Apesar disso, a columbofilia continua a ser um dos meus hobbys favoritos. É um bom “vício”. Neste momento estamos a construir um novo pombal em Coruche, num terreno da minha família. Já vai ter instalações modernas, para depois começarmos a “voar a sério” e a desfrutar da competição. Vou continuar a ter o meu antigo companheiro de equipa, o José Manuel e o meu irmão, a ajudarem-me novamente, mas vou tentar estar mais vezes presente, desde que a vida profissional me possibilite. Também estamos a contar receber alguns borrachos (pombos anilhados pela primeira vez em 2016), e para o ano já esperamos estar a concorrer.

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Ao longo da sua carreira profissional passou por diversos países: Espanha, Grécia, Roménia, Arábia Saudita e Egipto. Durante esse percurso teve algum contacto com columbófilos ou com a columbofilia praticada nestes países? Nos clubes por onde passou, continuava a estar em contacto com a columbofilia?

JP- Passei por vários países e por lugares muito variados, mas este gosto sempre se foi mantendo. Tentava arranjar, próximo da cidade de cada clube que treinei, um pombal para assistir às chegadas. Lembro-me de ver em Espanha, na Grécia, na Roménia e, claro na Madeira, as famosas soltas em alto-mar, no Porto, entre outras. Onde eu vou costumo tentar visitar columbófilos, ver concursos, mas é só isso. Eram sempre pessoas, columbófilos, sem qualquer ligação ao futebol.

Dá para conciliar a sua atividade profissional, é treinador de futebol, com a prática da columbofilia?

JP- Chegou a um ponto em que se tornou impossível conciliar as duas. O ser treinador de futebol e ser professor, primeiro do ensino secundário e depois do universitário, limitou-me muito a atividade columbófila. Os jogos e os estágios coincidem quase sempre com as soltas, por exemplo, e, claro, o desfrutar do dia-a-dia com os pombos-correio é impossível, não há tempo para o treino, para acompanhar o desenvolvimento deles, a alimentação. Qualquer columbófilo gosta disto, mas eu deixei de conseguir ter tempo para tal. Já há alguns anos que não tinha possibilidade para isso, nem eu, nem os meus dois sócios devido a questões profissionais, felizmente agora as condições para voltarmos a competir estão a reunir-se.

 Curiosamente (ou talvez não) outras grandes figuras ligadas ao futebol português (José Torres, Chalana, Bento…) sentiram sempre uma enorme paixão pelos pombos-correio e pela columbofilia. Consegue apontar alguma razão para tal?

JP – Todos nós, na nossa vida profissional, seja ela mais stressante com maior ou menor pressão, temos algumas atividades fora do mundo de futebol das quais gostamos. Conheço a ligação dessas e de outras personalidades ligadas à columbofilia, mas poderia acrescentar mais. Acho que pode estar relacionado com facto de termos tomado contacto com a modalidade muito cedo. Eu, antes de ser treinador de futebol, já gostava de columbofilia. Quando era mais novo fui jogador de futebol e gostava da prática columbófila. Este fascínio pelo pombo-correio é que nos levou a ter esta paixão. Um dos sonhos que tinha, quando era criança, a título de curiosidade, era seguir o voo dos pombos durante uma prova, para perceber como é que eles chegam aos seus pombais depois de serem soltos a centenas de quilómetros de casa. Acho que a razão tem a ver com o facto de termos entrado em contacto com a columbofilia muito cedo e com o fascínio que ganhámos pelo pombo.

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Qual a especialidade (velocidade, meio-fundo ou fundo) que mais gosta? Porquê? 

JP – Todas elas. Gosto de velocidade porque se vêm chegar muitos pombos “em pouco tempo”, do fundo porque as provas se prolongam mais, o que aumenta a ansiedade na espera da chegada e deixa a adrenalina competitiva ao máximo. Aprecio o meio – fundo porque tem uma mistura das outras duas especialidades. Não consigo dizer qual é “ a minha favorita”, todas me agradam.

Quando olha para realidade da columbofilia em Portugal qual é, na sua opinião, a maior dificuldade neste momento?

JP- No atual contexto socioeconómico é um desporto que vai ficando caro. Há muitos columbófilos que gostariam de continuar, mas que, devido aos gastos necessários, acabam por terminar a sua atividade. Vejo isso em Coruche. Com a competitividade a aumentar, crescem também os investimentos, mas nem toda a gente tem a mesma capacidade financeira. Antes havia mais facilidade em ter pombos-correio, agora está tudo mais dispendioso para os columbófilos.

O pombo-correio português é um pombo com qualidade?

JP- Sim. Evidentemente que muitos dos nossos pombos resultam do cruzamento de outras linhas europeias. Mas já temos as que são exclusivamente portuguesas e essas têm mostrado qualidade. Acho que o nosso pombo é conceituado e começa a ser reconhecido.

Qual é a sua opinião sobre a visibilidade mediática que é dada à columbofilia em Portugal?

 JP- É muito reduzida. Vejo, esporadicamente, nos jornais desportivos algumas notícias relacionadas com a columbofilia, mas é muito pouco. A não ser a própria comunicação especializada, há pouca informação nos meios de comunicação sobre a columbofilia e as suas atividades.

Este sábado decorrem em Mira, os Campeonatos Internacionais. Os columbódromos e os derbies, de forma geral, trouxeram uma nova perspetiva para a prática da columbofilia: colocaram em competição directa pombos provenientes de vários países dos diferentes Continentes. Esta situação criou alguma igualdade competitiva, pois é o mesmo pombal, o mesmo tipo de treino, a alimentação é semelhante, as linhas de voo também, entre outros aspetos. Qual é a sua opinião sobre esta vertente da columbofilia?

JP – Essas são competições em que, de facto, se colocam em igualdade todos os pombos-correio. Os motivos são os que referiste na pergunta, acaba por haver uma “democratização” nas provas, mas isso também retira uma parte importante à columbofilia, que é o tratamento individual que cada columbófilo gosta de dar aos seus pombos. Mas, sem dúvida, que a Federação está de parabéns por esta prova. Eu assisti em 2011 e vi a dinâmica da organização, observei a qualidade dos pombos, constatei um verdadeiro “espetáculo columbófilo”. Para além da competição há que enaltecer o convívio e a camaradagem entre todos os presentes. Já há mais concursos semelhantes no nosso país, o que só prova a nossa qualidade. São provas importantes, sem dúvida. Os vencedores ganham notoriedade a nível europeu e mundial, dão valor à sua colónia de pombos-correio e acabam por ter algum retorno financeiro.

A Federação Portuguesa de Columbofilia tem feito uma aposta na organização de grandes eventos internacionais no âmbito da columbofilia: as Olimpíadas, os Campeonatos da Europa, os Campeonatos do Mundo, Gand Prixs a contar para o Mundial Ranking, entre outras provas.Estas iniciativas, na sua opinião, ajudam a promover a columbofilia portuguesa? Porquê?

JP- Ajudam, sem dúvida. O nosso país já é uma referência a nível internacional na organização de grandes eventos columbófilos. A Federação Portuguesa de Columbofilia ajudou a que Portugal ganhasse esse estatuto, mas não só, todos os columbófilos, clubes, associações e, claro, os nossos pombos – correio deram contributos cruciais para termos este estatuto nos dias de hoje. Se hoje fazemos estas provas em território português é porque temos condições para tal e porque a Federação Columbófila Internacional sente que temos a capacidade necessária para organizar esse tipo de eventos. Isto é sinal que somos bons e fazemos eventos com muita qualidade.

 

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Este ano, devido a compromissos profissionais, porque vai estar em estágio no Algarve com o Sporting de Braga, não vai poder estar, no próximo dia 9 de Julho em Mira, no entanto, sei que já acompanhou presencialmente os Campeonatos Internacionais. Que opinião tem deste evento?

JP – Eu gostava muito de ir assistir. Sempre que não estive em Mira foi por compromissos profissionais. A minha vida tem sido feita muito fora de Portugal, nos últimos 16, 17 anos da minha carreira treinei mais tempo fora do nosso país, algo que não me tem possibilitado ir aos Campeonatos. Como referi aprecio muito esse evento, revejo sempre amigos e vejo chegar pombos-correio, o que é uma “boa mistura”. Para o futuro espero assistir a mais alguns concursos, até para ver, quem sabe, os ”meus” pombos em competição.

 No dia da prova, apesar de estar em estágio, vai tentar acompanhar as notícias sobre o que está acontecer em Mira?

JP – Sim, neste momento através da internet é tudo mais fácil. Há o site da Federação, o blog de notícias, o site dos Campeonatos de Mira e depois, como complemento, existem os outros meios de comunicação que também irão dar cobertura ao evento. Para descontrair, porque também é necessário fazer isso, irei ver algumas notícias, sim. A columbofilia é uma das atividades que eu aprecio, que me ajuda a relaxar um pouco, gosto, como é óbvio, de ver quem ganha e espero que, daqui a um ano, dois ou três possa ter pombos meus a conseguir ganhar.

 Que mensagem gostaria de deixar aos columbófilos portugueses?

JP – É um momento único de confraternização. Tão importante como ver as chegadas dos pombos é o convívio entre columbófilos. Mira proporciona também a interação entre os praticantes da modalidade e os não praticantes, mas admiradores da columbofilia. Quanto mais pessoas estiverem presentes melhor. É incrível ver chegar centenas de pombos e, com a tecnologia que já dispõem em Mira, ver, em tempo real qual foi o primeiro pombo a chegar. Há emoção. São eventos como este que permitem ter visibilidade e que mostram a “força” da columbofilia portuguesa. Gostava de convidar não só os columbófilos, mas todos os interessados pelo pombo-correio a assistirem aos Campeonatos Internacionais, quem acompanhar não se vai arrepender.

 

Dr. Jacinto: “Venham a Mira apreciar a beleza dos pombos-correio e desfrutar do convívio entre os amantes da modalidade”

Na contagem decrescente para os Campeonatos Internacionais de Mira 2016, o presidente da Federação Portuguesa de Columbofilia (FPC), o dr. José Luís Jacinto, fez uma antevisão à prova e deixou o convite para as pessoas visitarem o Columbódromo Internacional Gaspar Vila Nova, em Portomar, Mira, este sábado.

Os columbódromo e os derbies, de forma geral, trouxeram uma nova perspetiva para a prática da columbofilia: colocaram em competição direta pombos provenientes de vários países dos diferentes Continentes. Esta situação criou alguma igualdade competitiva, pois é o mesmo pombal, o mesmo tipo de treino, a alimentação é semelhante, as linhas de voo também, entre outros aspetos. Que visão tem, enquanto presidente da FPC, sobre esta vertente da columbofilia?

 Dr. JCJ – Entendo que é uma forma de competir que deve ser respeitada e promovida, essencialmente por 2 grandes motivos. O primeiro está relacionado com o facto destas provas, que decorrem após o término dos campeonatos das associações e das coletividades, permitirem manter a família columbófila “ativa”. A campanha de derbies, a nível nacional, começa no próximo sábado, com a prova em Mira, mas depois seguem-se o do Cartaxo, o do Algarve, o de Riachos, e todos eles ajudam a que os columbófilos e todos os interessados nas competições dos pombos-correio continuem a ter motivos para se reunirem num local e apreciarem o espetáculo. O segundo motivo está relacionado com a valorização do pombo-correio português, porque nestas provas ele está em competição com pombos de diversos países e, ao concorrer, mostra as qualidades dos pombos nacionais. 

Que importância tem a realização destes derbies para a columbofilia portuguesa?

Dr. José Luís Jacinto (JCJ) – Este tipo de provas tem vindo a ganhar espaço na columbofilia. Têm aumentado a sua popularidade, porque permitem que, no mesmo espaço (columbódromo), um conjunto de praticantes façam testes aos seus pombos. Os pombos são tratados da mesma forma, soltos no mesmo local e têm o mesmo ponto de chegada. Isto faz com que seja fácil comparar as qualidades destes “atletas”. Estes derbies, normalmente, decorrem fora da época de campanha desportiva, algo que permite criar aqui um sítio de encontro e de convívio entre os apaixonados pela modalidade. O nosso dérbi tem uma caraterística diferente, porque faz também parte do Campeonato da Europa.

A FPC foi pioneira na realização e organização destes eventos. Sente que isso tem ajudado na projeção da columbofilia portuguesa e na promoção da nossa capacidade de organização?

Dr. JCJ – Sem dúvida que tem ajudado a colocar em destaque a columbofilia portuguesa. Durante o tempo da prova, as pessoas, através de vários meios, estão “com os olhos” em Mira, isso significa que, para além da “família” columbófila mundial, há mais gente que acompanha. Tudo isto contribui para a promoção da nossa columbofilia. Ao nível da capacidade de organizar grandes eventos, é reconhecida, por toda a Europa, a capacidade da FPC e de Portugal em organizar os melhores eventos columbófilos a nível europeu. Seja Olimpíadas, Exposições Ibéricas, Campeonatos da Europa ou do Mundo, nós somos internacionalmente reconhecidos pela competência na organização e, sem dúvida, que estamos na vanguarda nesse aspeto.

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Que feedback tem recebido relativamente às edições anteriores?

 Dr. JCJ – Neste momento Mira já tem “concorrência”, porque há em Portugal mais derbies e todos com excelente qualidade e muito reconhecidos a nível internacional. Tudo isto nos leva a ter mais imaginação no nosso derby, para conseguir que se diferencie em relação aos outros. Mira, felizmente, vai-se mantendo num patamar superior a nível europeu e continua a ser uma prova bastante elogiada.

Que mensagem gostava de deixar aos columbófilos relativamente aos Campeonatos Internacionais que vão decorrer no dia 9 de julho?

Dr. JCJ – Acima de tudo gostava de fazer o convite para virem a Mira no próximo sábado. Venham e aproveitem o convívio entre os columbófilos. Vai ser um dia de celebração deste desporto. Espero que quem vier, possa trazer a sua família e amigos, para passarem um dia agradável no Columbódromo Internacional Gaspar Vila Nova. No fundo, a ideia é fazer disto uma jornada de alegria, amizade e convívio.

E para o público “não columbófilo” que palavras gostava de proferir?

Dr. JCJ – Têm vindo assistir a estas provas cada vez mais pessoas que não são columbófilas. Mira proporciona uma chegada de pombos – correio, ainda jovens, porque são borrachos com menos de um ano, muito agradável para o público. O Columbódromo tem condições excelentes, assim as condições meteorológicas o permitam, para podermos ter uma tarde única no próximo sábado, por isso, venham a Mira apreciar a beleza dos pombos-correio e desfrutar do convívio entre os amantes desta modalidade.

A “Grande Festa da Columbofilia” está quase pronta. Continuem atentos às novidades que vão ser lançadas no blog e no site da FPC. Pode consultar os detalhes de toda a preparação dos “atletas” também no site dos Campeonatos: Campeonatos Internacionais Mira 2016.

Convite para a Prova Final dos Campeonatos Internacionais de Columbofilia Mira 2016

A Federação Portuguesa de Columbofilia saúda todos os participantes dos Campeonatos Internacionais de Mira. Com o objetivo de fazer do próximo sábado, dia 9 de Julho, um dia único e de celebração, convidamos todos os columbófilos e interessados para virem assistir à prova final no Columbódromo Internacional Gaspar Vila Nova, em Portomar, Mira. Este sábado promete ser um dia de emoções fortes, com os pombos-correio a serem o foco das atenções. Em conjunto pretendemos fazer a grande festa da columbofilia.

Contamos com a sua presença!

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A Federação convida também todos os columbófilos que pretendam assistir à solta dos pombos participantes nos campeonatos internacionais de Mira a deslocarem-se, no próximo sábado, dia 9 de Julho, pelas 06:15 (hora prevista), a Dogueno, concelho de Almodôvar.

Coordenadas do local de solta:
Latitude: 37.25.47.5
Longitude: -07.58.26.5

SoltaDogueno
Local de Solta Previsto (clique para abrir mapa interactivo)

Último Treino Oficial decorreu hoje em Mira

Prossegue a preparação para os Campeonatos Internacionais de Mira 2016, evento que está marcado para o próximo dia 9 de julho. Sempre com o Columbódromo Internacional Gaspar Vila Nova, em Portomar, Mira, como “quartel de operações”, teve lugar esta manhã o 5º treino oficial, o terceiro a contar para o Pombo Ás e o último antes da prova final do próximo sábado. 

Com “atletas” provenientes de 19 países, a solta decorreu às 07:45. A distância percorrida ascendeu já aos 200 kms. O treino englobou também a Meia -Final do FCI Grand Prix Portugal.

Deixamos algumas fotografias desta manhã

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Na classificação de todos os pombos, o melhor registo foi para um pombo de Portugal. Com a anilha nº 6070212/16, pertence ao columbófilo José Martins e chegou às 10:57:31.6, fazendo uma média de 1038, 817 m/m . De destacar o facto de os primeiros 6 registos desta manhã, na classificação geral, pertencerem a pombos de origem portuguesa.

Mais algumas imagens do treino.

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Na classificação para o Grande Prémio FCI Portugal, o 1º pombo também é de Portugal. Com a anilha nº 6099012/16, pertence ao columbófilo português  Jansienes Karst. Chegou às 10:57:32.7, fazendo uma média de 1038, 718 m/m . Também nesta classificação os pombos nacionais estiveram em evidência, ao terminarem nas 4 primeiras posições.

No Campeonato Europeu, o primeiro pombo é português. Com a anilha nº 6019250/16,  pertence ao columbófilo luso, Carlos Silva. Fez uma média de 1038, 134, dando entrada às 10:57:39.2.

Um vídeo com os momentos que marcaram o 5º e último treino oficial.

Na classificação dos pombos -correio inscritos para o Campeonato Europeu de Jovens, o 1º, no treino de hoje, é de origem alemã. Com a anilha nº 05804 – 430/16, pertence à columbófila germânica , Lena Seehorst. Chegou às 10:57:36.7, o que se traduz numa média de 1038, 359m/m. No que aos portugueses diz respeito, o melhor classificado fez o 12º registo da manhã. Com a anilha nº 6189021/16, este “atleta” pertence ao columbófilo Miguel Madeira. Chegou às 11:03:28.5, fazendo uma média de 1007, 684 m/m.

Na Liga Nacional dos Campeões, onde só participam borrachos portugueses, o melhor registo da sessão foi para o pombo que conseguiu o melhor registo na classificação de todos os pombos. Com a anilha nº 6070212/16, pertence ao columbófilo José Martins e chegou às 10:57:31.6, fazendo uma média de 1038, 817 m/m.

Pode consultar todas as classificações de forma detalhada e completa no endereço: Classificações 5º Treino Oficial

As classificações do Pombo -Ás também se encontram disponíveis na página:Classificações Pombo Ás

O blog e o site da FPC vão continuar a trazer-lhe novidades de Mira. Continue atento às publicações, porque já estamos em contagem decrescente para os Campeonatos Internacionais.

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Columbódromo de Mira foi o “palco” do 4º treino oficial

Os “atletas” continuam a preparação para os Campeonatos Internacionais de Mira 2016, evento que vai decorrer no próximo dia 9 de julho. Sempre com o Columbódromo Internacional Gaspar Vila Nova, em Portomar, Mira, como “centro de estágios”, decorreu, no passado domingo – 26 de junho, o 4º treino Oficial, o 2º a contar para a classificação do Pombo Ás.

No treino participaram pombos-correio provenientes de 19 países. A solta decorreu às 07:00. A distância percorrida ascendeu já aos 160 kms, com a solta a decorrer com condições meteorológicas muito favoráveis.

Deixamos algumas fotografias do treino de ontem.

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Na classificação de todos os pombos, o melhor registo foi para o pombo argentino, com a anilha nº 254100/14, da equipa argentina Risso Patron & Napolitano. Chegou às 09:08:29.6, fazendo uma média de 1245, 201 m/m . O melhor português, na mesma tabela classificativa, ficou no 10º lugar. Com a anilha nº 6226502/16, este “atleta” pertence a Ricardo Faria e chegou às 09:08:50.7, com uma média de 1241, 802 m/m.

Mais algumas imagens do treino.

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Na classificação para o Grande Prémio FCI Portugal, o 1º pombo foi argentino – de resto foi, no ranking geral o 1º -. Tem a anilha 254100/14 e pertence à equipa argentina Risso Patron & Napolitano. Chegou às 09:08:29.6, fazendo uma média de 1245, 201 m/m . O melhor pombo português ficou na terceira posição. Com a anilha nº 6226502/16, pertence ao columbófilo Ricardo Faria. Entrou às 09:08:50.7, o que equivale a uma média de 1241,802.

No Campeonato Europeu, o primeiro pombo é de origem austríaca. Com a anilha nº 301 – 520/16, pertence ao columbófilo austríaco, Franz Marchant. Fez uma média de 1244, 603, dando entrada às 09:08:33.3. O melhor pombo lusitano ficou no 14º lugar. Com a anilha nº 6422012/16, pertence ao columbófilo António Branco e chegou às 09:20:34.0, fazendo uma média de 1138, 250.

Um vídeo com os momentos que marcaram o 4º treino oficial, o 2º a contar para o Pombo- Ás.

Na classificação dos pombos -correio inscritos para o Campeonato Europeu de Jovens, o 1º no treino de ontem é italiano. Com a anilha nº 012073/16, pertence ao columbófilo do país dos Alpes, Armellini Matteo. Chegou às 09:08:34.3, o que se traduz numa média de 1244, 442 m/m. No que aos portugueses diz respeito, o melhor classificado fez o 14º registo da manhã. Pertence ao columbófilo Sérgio Carreira, chegou às 09:13:04.4, fazendo uma média de 1202, 345.

Na Liga Nacional dos Campeões, onde só participam pombos portugueses, o melhor registo da sessão foi para o pombo com a anilha nº 6248502/16, da equipa Fonsecafuros Cap. Águas. Chegou às 09:08:53.0, o que equivale a uma média de 1241,433.

Pode consultar todas as classificações de forma detalhada e completa no endereço: http://www.fpcolumbofilia.pt/Mira2016/main05.htm

As classificações do Pombo -Ás também se encontram disponíveis na página:Classificações Pombo Ás

O blog e o site da FPC vão continuar a trazer-lhe novidades de Mira. Continue atento às publicações e vá “voando” connosco no mundo da columbofilia.

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Terceiro treino oficial, já a contar para o Pombo Ás, decorreu ontem em Mira

Decorreu ontem de manhã o terceiro treino oficial para os Campeonatos Internacionais de Mira 2016, o primeiro a contar para o pombo Ás. Tendo como “quartel -general” o Columbódromo Internacional Gaspar Vila Nova, em Portomar, Mira, os pombos-correio, provenientes de 19 países diferentes, percorreram uma distância de 120 km.

A solta teve que ser retardada em relação à hora inicialmente prevista, porque, no percurso, foram detetadas situações de nevoeiro bastante denso. Os borrachos foram soltos às 08:50 h, com céu limpo, vento nulo e boa visibilidade. Os pombos tiveram uma excelente orientação, saindo imediatamente do local de solta em bando compacto.

Deixamos algumas fotos do treino.

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Na classificação de todos os pombos, o melhor registo foi para o pombo espanhol, com a anilha nº 165489/16, da columbófila espanhola Natalea Aldea. Chegou às 10:20:34.2, fazendo uma média de 1324, 942 . O melhor português, na mesma tabela classificativa, ficou no 4º lugar. Com a anilha nº 6226502/16, este “atleta” pertence a Ricardo Faria e chegou às 10:21:04.9, com uma média de 1317, 499.

Mais algumas imagens do treino.

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Na classificação para o Grande Prémio FCI Portugal, o 1º pombo é italiano. Tem a anilha nº100805/16 e pertence  à equipa italiana, Team 1 Elite – Mary Yang. Chegou às 10:20:55.0, fazendo uma média 1319,890. O melhor pombo português ficou logo atrás, na segunda posição. Com a anilha nº 6226508/16, pertence ao columbófilo Ricardo Faria. Entrou às 10:21:04.9, o que equivale a uma média de 1317,499.

No Campeonato Europeu, o primeiro pombo também é de Itália. Com a anilha nº 084160/16, pertence à columbófila do país dos Alpes, Carrubba Donovan. Fez uma média de 1295, 360, dando entrada às 10:22:38.3. O melhor pombo lusitano ficou no 2º lugar. Com a anilha nº 6290502/16, pertence à equipa Regal Lofts e chegou às 10:22:38.7, fazendo uma média de 1295, 267.

Um vídeo com os momentos que marcaram o 3º treino oficial para os Campeonatos Internacionais.

Na classificação dos pombos -correio inscritos para o Campeonato Europeu de Jovens, o 1º no treino de ontem é de “nuestros hermanos”. Com a anilha nº 165489/16, pertence à columbófila espanhola Natalia Aldea. Chegou às 10:20:34.2, fazendo um média de 1324, 942, algo que lhe valeu o melhor registo de todas as classificações. No que aos portugueses diz respeito, o melhor classificado fez o 5º registo da manhã. Pertence à columbófila Rita Sá, chegou às 10:22:09.2, fazendo uma média de 1302,178.

Na Liga Nacional dos Campeões, onde só participam pombos portugueses, o melhor registo da sessão foi para o pombo com a anilha nº 6313548/16, da equipa Ilídio & Dinis. Chegou às 10:21:49.3, o que equivale a uma média de 1306,881.

Pode consultar todas as classificações de forma detalhada e completa no endereço: http://www.fpcolumbofilia.pt/Mira2016/main05.htm

O blog e o site da FPC vão continuar a trazer-lhe novidades de Mira. Continue atento às publicações e vá “voando” connosco no mundo da columbofilia.